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Caiado quer nacionalizar nome através de igrejas evangélicas

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Após lançar a sua pré-candidatura em Salvador (BA), nesta sexta-feira (4/4), o governador Ronaldo Caiado (União-GO) desenha estratégias para nacionalizar seu nome. Segundo aliados ouvidos pelo Metrópoles, uma das apostas é realizar eventos em parceria com lideranças evangélicas nos estados, numa tentativa de estabelecê-lo como uma liderança conservadora nacional até a eleição de 2026.

Nesse sentido, o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) atuará como uma espécie de coordenador da campanha de Caiado entre os evangélicos. O parlamentar, que acompanhou o governador de Goiás no lançamento da pré-candidatura, faz parte da Convenção Nacional das Assembleias de Deus Ministério de Madureira (Conamad), vista como a segunda maior do Brasil.

O congressista deve levar Caiado a um encontro com lideranças evangélicas da Bahia neste sábado (5/4). A escolha de Salvador ao invés de Goiânia para lançar a pré-candidatura foi, justamente, uma tentativa de levar o nome do pré-candidato para além do estado que ele governa atualmente. Outro destino no radar da campanha é o Rio de Janeiro, onde se concentram algumas congregações neopentecostais.

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O deputado evangélico Otoni de Paula (MDB-RJ) com a primeira-dama de Goiás e Ronaldo Caiado (União), no lançamento da pré-candidatura do governador ao Planalto

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O deputado evangélico Otoni de Paula (MDB-RJ) com Ronaldo Caiado (União), no lançamento da pré-candidatura do governador ao Planalto, em Salvador (BA)

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Ronaldo Caiado

Millena Marques/Metrópoles

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Millena Marques

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Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República

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Millena Marques

Além de uma estratégia externa, para obtenção de popularidade entre os eleitores conservadores, a busca dos evangélicos e suas lideranças visa consolidar Caiado como candidato dentro do União Brasil. Para aliados do governador, seu primeiro desafio é convencer a legenda da sua viabilidade. O partido, vale lembrar, tem três ministérios no governo Lula, e não pretende entregá-los.

O eleitorado evangélico se tornou visado nas últimas eleições e, segundo as pesquisas, é uma das bases eleitorais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com estudo do Mar asset management desenvolvido com base no crescimento de templos dessa religião, esse grupo representará 35,8% da população em 2026, ano em que Caiado tentará disputar o Planalto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição.

O grupo, porém, não age uniformemente na política. Uma ala dos evangélicos, comandada pelo líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, continua bastante ligada a Bolsonaro e resiste apoiar outro candidato neste momento. Outra ala tem relação com o Republicanos, partido com forte relação com a Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo.

Pesquisas mostram cenário para Caiado e Lula

De acordo com pesquisa Datafolha divulgada em fevereiro, Lula tem aprovação menor entre evangélicos, em comparação aos católicos. O levantamento indica que, no primeiro grupo, a avaliação positiva caiu de 26% para 21%, enquanto entre o segundo a queda foi de 42% para 28%.

Sobre intenção de voto, a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana mostra cenários de segundo turno com Lula disputando contra Caiado e outros nomes da direita, como: o ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível até 2030; o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).

No cenário contra Caiado, Lula tem 44% das intenções de voto, contra 30% do governador de Goiás. O levantamento foi feito com 2.004 eleitores, entre os dias 27 e 31 de março. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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