Responsável por tocar a marcha fúnebre que interrompeu a coletiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quarta-feira (26/3), Fabiano Leitão afirmou ao Metrópoles que o ato foi uma homenagem aos mortos pela Ditadura Militar, e um “escracho” ao governo passado.
O som do trompetista atrapalhou o ex-mandatário em coletiva com jornalistas, após se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
“Estava passando ao vivo e decidi ir para lá. Essa ação é uma homenagem aos que tombaram na ditatura, como Zuzu Angel, Stuart Angel, Rubens Paiva e meu tio Francisco Celso Leitão. Significa que a Justiça está se reconciliando com a nossa História. Tentativas de golpes de Estado não podem ficar impunes”, destacou o músico.
O ex-presidente falava com jornalistas na tarde desta quarta quando foi interrompido por Fabiano, que tocou a marcha fúnebre e depois a música “Tá na Hora do Jair Já Ir Embora”, de Juliano Maderada e Tiago Doidão, que viralizou durantes as eleições de 2022.
O momento arrancou risadas de quem estava no local, inclusive do próprio ex-chefe de Estado. Bolsonaro interrompeu a coletiva por alguns instantes para ouvir a música, e depois seguiu o pronunciamento.
Fabiano Leitão é conhecido pela militância de esquerda como TromPetista. Ele já participou de cerimônias no Palácio do Planalto e chegou a ser preso durante o governo Bolsonaro ao tentar impedir um desfile de veículos blindados na Esplanada dos Ministérios, em 2021.