O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) definiu uma nova data para o Tribunal do Júri do ex-deputado distrital Carlos Pereira Xavier. Acusado de mandar matar um adolescente de 16 anos em 2004, o ex-parlamentar chegou a ser condenado a 15 anos de prisão, mas, em 2024, o júri que o condenou foi anulado.
O segundo júri chegou a ser marcado para fevereiro deste ano. Porém, precisou ser remarcado devido a uma rescisão unilateral do contrato com a empresa responsável pelo fornecimento de refeições aos tribunais. O juiz do caso optou por aguardar o retorno do serviço para marcar novamente o júri.
A nova data definida é 21 de maio. O processo tramita no Tribunal do Júri do Recanto das Emas.
Relembre o caso
- Xavier foi condenado em duas instâncias por mandar matar um adolescente de 16 anos, em 2004.
- Segundo a acusação, o homem acreditava que o adolescente estava tendo um caso com sua esposa e decidiu encomendar a morte do menor de idade.
- O ex-parlamentar teria pagado R$ 15 mil pela “cabeça” do garoto.
- O corpo de Ewerton foi encontrado com marcas de tiro de revólver atrás de uma parada de ônibus no Recanto das Emas.
Anulação do 1º Júri
O primeiro júri de Carlos, também conhecido como Adão Xavier, foi anulado após a defesa dele juntar novos elementos no processo. Entre eles está um relatório policial e um depoimento do policial civil Adamastor Castro e Lino de Andrade Júnior. Adamastor atuou na investigação do caso enquanto estava lotado na antiga Corvida, hoje Delegacia de Homicídios. Segundo as falas do agente anexadas ao processo, houve “contaminação política” no caso.
Adamastor afirmou que um dos autores teve o indiciamento alterado de latrocínio para homicídio. Para o policial, isso aconteceu “em decorrência de questões políticas e econômicas”, porque, à época, o então suplente de Xavier, Wilson Lima, estaria interessado na cassação de Xavier para poder assumir o cargo.
Com a mudança de latrocínio para homicídio, o delegado Mário Gomes assumiu o caso. Gomes e Wilson Lima seriam amigos e vizinhos, e a esposa do agente policial havia sido nomeada no gabinete de Lima depois que ele assumiu a cadeira de deputado.