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    Governo se organiza para extraditar espião russo cobiçado pelo PCC

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    O governo brasileiro iniciou os preparativos para a extradição do espião russo Sergey Vladimirovich Cherkasov, após pedido do governo de Vladimir Putin. Cobiçado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), Sergey segue preso na Penitenciária Federal de Brasília.

    Entenda

    • Governo inicia procedimentos para entregar russo após aval do TRF-1.
    • Arquivamento de investigação no MPF libera extradição de russo mantido em presídio federal.
    • Quebra de sigilo revelou repasses feitos por representantes do governo russo.

    As investigações de espionagem contra Sergey, detido desde abril de 2022, foram arquivadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por falta de comprovação de que ele atuava nesse tipo de atividade em território brasileiro, conforme mostrou o Metrópoles.

    Com o encerramento das investigações e o trânsito em julgado de condenações contra ele no Brasil, uma decisão sigilosa do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) autorizou o início dos procedimentos para sua entrega a Moscou.

    A medida cumpre decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia autorizado a extradição em 2023, condicionada à conclusão dos processos e diligências pendentes no Brasil. Com o arquivamento e parecer favorável do MPF, não há mais obstáculos para que o governo brasileiro execute o procedimento.

    Atualmente, as tratativas para a entrega estão sob responsabilidade do Ministério da Justiça. Um dos caminhos cogitados é levar Sergey à Embaixada da Rússia, em Brasília, para que ele seja encaminhado a Moscou sob escolta da Polícia Federal (PF). A pasta foi procurada pela reportagem, mas não respondeu até o fechamento desta edição.

    Sergey usava no Brasil a identidade falsa de Victor Muller Ferreira e, segundo o governo russo, integrava uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas.

    Bancado por russos

    A PF identificou como integrantes do corpo diplomático da Rússia no Brasil repassavam valores a Sergey, que já havia sido flagrado tentando ingressar no Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, na Holanda, com documentos falsos.

    Quebras de sigilo bancário e documentos encontrados no celular do russo indicam possível crime de lavagem de dinheiro, revelando como ele recebia recursos de funcionários do governo russo no Brasil e como se dava a comunicação entre o espião e seus superiores.

    Para o MPF, a atuação de diplomatas russos financiando Sergey aponta para um “possível grupo criminoso estruturado, com suposta participação de cônsules russos, a partir do Rio de Janeiro, voltado à criação e manutenção de falsos documentos para que seus integrantes pudessem migrar para outros países a partir de contextos que não levantem suspeitas às autoridades estrangeiras”.

    “Pelo que se constata das investigações, Sergey Vladimirovich Cherkasov, ao que parece, é tão somente um agente entre possíveis outros”, afirma o MPF.

    Como a atuação dos funcionários do governo russo se concentrou no Rio de Janeiro, o MPF — ao arquivar a apuração sobre espionagem — remeteu a parte referente à lavagem de dinheiro e aos diplomatas russos à Procuradoria fluminense.

    A partir da quebra do sigilo bancário de Cherkasov, a PF descobriu que ele recebeu cerca de R$ 90 mil em depósitos fracionados, sempre abaixo de R$ 2 mil.

    Para rastrear a origem dos valores, os investigadores solicitaram à agência bancária as imagens do circuito interno.

    “Assim, a referida instituição financeira forneceu imagens das câmeras de segurança de seus caixas eletrônicos do dia 7 de fevereiro de 2022, mediante as quais se pode constatar que os depósitos foram realizados por Ivan Chetverikov e, possivelmente, por Aleksei Matveev, ambos funcionários consulares russos”, registra o MPF.

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