Nos primeiros 100 dias de governo de Jair Bolsonaro foi registrado 1 invasão de terra no Brasil. Movimentos dizem “evitar” conflito com as forças de segurança.

Segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) só uma invasão foi registrada. A situação é bem diferente do mesmo período em 2018, quando aconteceram 43 invasões de propriedade.

O principal fator é o discurso de Bolsonaro pela criminalização de movimentos, o que solapou iniciativas de ocupação de terras.

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Os movimentos de ocupação estão todos mais fracos por falta de financiamento público. Durante o governo do PT foram realizados vários convênios, de entidade e organizações não governamentais.

Esse mês os sem-terra sequer aparecendo nos relatórios da Agência Brasileira de Inteligência, que tentam prever protestos.

Segundo um líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), a direção nacional quer evitar conflito com forças de segurança nos Estados. Para João Rodrigues, integrante nacional do MST, “Temos de ser cautelosos”.

Ainda segundo os militantes, medidas como facilitação da posse de armas e atuação de grupos armados no campo também reduziu a ação dos movimentos.

ÚNICA INVASÃO DE 2019

Não foi promovida pelo MST, foi em janeiro, quando 70 integrantes da União Nacional Camponesa (UNC), permaneceram três dias num fazenda do Paraná.

CUMPRIMENTO DA LEI

“O discurso do presidente na campanha não foi de repressão, mas de cumprir a lei”, afirma o secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Anton Nabhan Garcia.

Ainda de acordo com o secretário, o governo está determinado a não fazer reforma agrária em terras que forem invadidas dois anos após a desocupação.

“Não faremos reforma agrária na base do grito e da pressão”. Assim, deixou claro que o governo “fechou as torneiras” para invasores de propriedade.

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