O Rio de Janeiro permanece em estágio de crise desde a noite de segunda-feira (8). Ao todo são 30 horas de caos na cidade e 10 pessoas mortas.

A previsão para hoje é de chuva fraca a moderada, com possibilidade de pancadas fortes em alguns momentos.

Segundo o site ClimaTempo, o Rio de Janeiro está sob a chuva mais forte dos últimos 22 anos.

Nessa madrugada os bairros mais atingidos foram Ilha do Governador e a Tijuca.

 

ônibus em alagamento no Rio de Janeiro
Alagamento no Jardim Botânico. Fernando Frazão/Agência Brasil

São muitas ruas alagadas e bolsões d’água. Também foram registradas quedas de árvores, e o trânsito está interditado em vários pontos.

carros boiando em alagamento
Reprodução/Redes Sociais

O QUE FAZER?

Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, disse nessa terça-feira (9) que pretende decretar um novo protocolo para situações de emergência provocados por temporais na cidade.

O problema é que cinco dos seis órgãos da Prefeitura que poderiam ajudar a prevenir enchentes e minimizar os danos tiveram cortes drásticos no orçamento. O levantamento foi feito pelo GloboNews pelo site de transparência.

O Rio Águas, por exemplo, principal órgão municipal de prevenção de enchentes viu seus recursos desaparecerem em 3 anos.

2016- R$ 423 milhões.
2018- R$ 186 milhões.
2019- R$ 104 milhões (previstos).

O Centro de Operações criado em 2012 para responder às emergências também teve cortes.

2016- R$ 22 milhões.
2018- R$ 7 milhões.
2019- R$ 13 milhões (previstos).

Secretária sugere decretar calamidade

“Já estamos com equipes de assistência social em vários lugares, mas efetivamente o Estado só pode entrar com recursos onde o município decrete estado de calamidade. Ainda estamos vivendo uma situação de emergência, então nossas ações precisam ser limitadas em função da responsabilidade de cada ente”, afirmou Fabiana Bentes, secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

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